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Jô Soares deixa humor como seu legado: ‘Tudo o que fiz, tudo o que faço, sempre tem como base o humor’

O apresentador das noites da TV Globo, Jô Soares morreu às 2h30 desta sexta-feira (5), aos 84 anos. O anúncio da morte foi feito por sua ex-mulher, Flávia Pedra, que posteriormente foi confirmada em nota pela assessoria do Hospital Sírio-Libanês. O de Jô deixou o local pela manhã desta sexta, por volta de 10h35, no Centro de São Paulo. O velório está acontecendo durante a tarde desta sexta, e é restrito a amigos íntimos e familiares do comediante, assim como o enterro.

Em suas diversas atividades artísticas, tais como: entrevistador, ator, escritor, dramaturgo, diretor, roteirista, pintor; Jô Soares teve o humor como sua marca registrada. Onde se deu o ponto de partida e sua assinatura no teatro, na TV, no cinema, nas artes plásticas e na literatura. Ele mesmo o admitia.

“Tudo o que fiz, tudo o que faço, sempre tem como base o humor. Desde que nasci, desde sempre”, afirmou em entrevista ao site Memória Globo. Nos últimos 25 anos, Jô ficou conhecido por apresentar na TV Globo o ‘Programa do Jô’, exibido de 2000 a 2016.

Considerado pioneiro do stand-up, também se destacou por participar de atrações que fizeram história na TV, como ‘A família Trapo’ (1966), ‘Planeta dos homens’ (1977) e ‘Viva o Gordo’ (1981). Ele também escreveu livros e atuou em 22 filmes.

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Foto: Reprodução

Vida na Suíça

José Eugênio Soares nasceu no Rio de Janeiro em 16 de janeiro de 1938. Era filho único do empresário Orlando Heitor Soares e de Mercedes Leal Soares. Em entrevista ao Fantástico em 2012, Jô disse que “pelo fato de sempre ter sido gordo, preferia ser mais conhecido pelo espírito do que pelo físico”.

“Então, eu era muito, muito exibido. Sou muito vaidoso, nunca escondi isso. Qual é o artista que não é vaidoso? Todos. É uma profissão de vitrine de exibidos. Você nasce querendo seduzir o mundo”, assumiu.

Na infância, Jô estudou em colégio interno. “Chorava muito. Era uma coisa excessiva, uma coisa de sensibilidade quase gay”, disse ao Fantástico. Jô tinha medo de tirar nota baixa e não ter direito a voltar para casa no fim de semana. Na escola, seu apelido era poeta. “Sendo gordo e ter o apelido de poeta – acho que já era uma vitória”, contou.

Aos 12 anos ele foi estudar na Suíça, onde ficou até seus 17. Lá, ele se interessou por teatro e shows. Mas o plano original não era seguir carreira nos palcos. “Eu pensei que ia seguir a carreira diplomática”, explicou. “Mas sempre ia ao teatro, sempre ia assistir a shows, ia para a coxia ver como era. E já inventava números de sátira do cinema americano; fazia a dança com os sapatinhos que eu calçava nos dedos.”