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Menino faz grave denúncia e comove policiais com pedido: ‘Ajudar os irmãos’

A Corregedoria da Polícia Civil está investigando a conduta do delegado Othon Filho, da 12ª DP (Copacabana). O objetivo da investigação é descobrir por que ele não quis registrar a ocorrência de maus-tratos contra um menor no último domingo (7) deste mês.

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Foto: Reprodução/TV Globo

Após Othon negar atendimento na Delegacia de Copacabana, ele tenta forçar a entrada na van da polícia que pretendia levar o menino para se registrar em outra unidade. Um sargento da Polícia Militar o impediu de entrar no veículo.

Segundo relatos dos policiais militares envolvidos, o delegado chegou a ameaçar os PMs, dizendo que estavam prendendo uma criança na van. Após a confusão, o delegado também teria se jogado na frente do veículo para impedir que o menor dirigisse até a 14 DPª, onde foi feito o registro.

Mãe é presa por torturar filho

A confusão na porta da 12ª DP foi apenas parte do evento que terminou com a prisão da mãe do menino de 11 anos. Ela foi presa em flagrante por tortura o próprio filho pós procurar os agentes da Segurança Presente para saber do menino.

Na noite de domingo, a criança fugiu de casa, na Comunidade do Vidigal, na Zona Sul, e foi até a polícia pedir socorro. O menino alegou ter sido espancado pela mãe com um soco, uma colher de metal e uma frigideira quente.

A equipe solicitou o apoio do Conselho Tutelar. O menor disse ser trigêmeo e que morava com os outros dois irmãos, que também sofreram agressões, e com outra irmã de 5 anos. “Ele estava realmente decidido e queria ajudar os irmãos. A todo momento ele pedia para que os irmãos fossem localizados e trazidos para que não ficassem mais no convívio da mãe”, afirmou o policial.

A criança teve ferimentos nas mãos, pescoço, rosto e cabeça e foi levada ao Centro Regional de Emergência (CER) do Leblon. Após o atendimento, ele foi levado para a 14ª, que encaminhou o caso para a central de flagrantes, na delegacia de Copacabana. O menor foi encaminhado ao IML para passar pelo exame pericial.

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Foto: Reprodução/TV Globo

Após receber a denúncia, a polícia ordenou a prisão da mulher em flagrante pelo crime de tortura, uma vez que a perícia forneceu a informação de que as “lesões foram produzidas através de meio cruel e que a multiplicidade das lesões denota a vontade deliberada do autor em impor intenso sofrimento físico à vítima”.