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Modo deplorável de Alexandre Nardoni após 14 anos do crime é sinal claro de que aqui se faz, aqui se paga

Desde 2008, o casal acusado de assassinar a pequena Isabella Nardoni está no presídio de Tremembé, em São Paulo. A morte da menina abalou o Brasil com tamanha a crueldade que ela sofreu. O corpo da criança, que tinha apenas 5 anos na época, foi arremessado do sexto andar do prédio onde moravam a madrasta Anna Carolina Jatobá e o pai Alexandre Nardoni.

Nesse período, diversas emissoras noticiaram o crime, e o caso se tornou uma das maiores repercussões da história do jornalismo brasileiro. O pai e a madrasta de Isabella foram acusados ​​de cometer homicídio triplamente qualificado. Ficou comprovado que Jatobá feriu a menina com uma chave de fenda e depois a enforcou.

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Isabella Nardoni (Foto: reprodução)

Por outro lado, Alexandre Nardoni teria cortado a tela que protegia a janela, jogando a filha do sexto andar do prédio onde morava, Edifício Leblon, zona norte do Rio de Janeiro.

Duas décadas do crime

Pelo assassinato de Isabella, Alexandre Nardoni foi condenado a 31 anos e um mês de prisão, enquanto sua esposa Anna Carolina Jatobá foi condenada a 26 anos e 8 meses. Ele ficará detido por mais tempo por causa de sua relação com a vítima, o que aumenta a pena.

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Alexandre Nardoni em foto mais recente após prisão (Foto: Reprodução)

O casal Nardoni está preso no Presídio de Tremembé, em São Paulo. Lá, Alexandre Nardoni teve vários empregos desde o início de seu regime. Advogado formado, ele começou como ajudante de limpeza apoiando os serviços de jardinagem e lavanderia, sendo também ajudante geral.

Na prisão, o pai de Isabella teve que fazer um teste de Rorschach, conhecido como “teste do borão”, que visa estabelecer o perfil psicológico de criminosos que mataram alguém da própria família por meio da interpretação do borrão.

Para Alexandre, o resultado foi positivo, afirmando que o detento lamentou o crime. Por esse motivo, seu regime mudou de fechado para semiaberto em 2019. Dessa forma, ele foi autorizado a trabalhar fora do presídio, além de realizar até cinco saídas por ano, cada uma com duração de cerca de uma semana.