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Passageira ataca comissária de bordo e impede decolagem; PF precisou intervir

As fotos tiradas pelos passageiros mostram o momento em que uma mulher ataca uma comissária de bordo e provoca uma comoção no avião. O avião da Azul deveria decolar do Aeroporto Internacional de Belo Horizonte, em Confins, em direção a Congonhas, São Paulo. No entanto, a confusão atrasou o voo em mais de uma hora na sexta-feira (15).

No jornal O Tempo, o empresário Fabrício Oliveira, 32, que estava no avião, disse que o avião estava prestes a decolar quando a mulher começou uma tremenda confusão dentro da aeronave.

Segundo o passageiro, não havia motivo para acontecer uma briga. A mulher em determinada hora passou a falar alto, aos gritos, e provocava outros passageiros que se rebelavam contra ela.

Nas imagens registradas por câmeras de celulares, os passageiros dizem que a mulher cuspiu na comissária de bordo.

Após episódio deprimente e constrangedor a companhia aérea da Azul disse em nota que teve que desembarcar uma cliente “indisciplinada que apresentava sinais de embriaguez, chegando, inclusive, a agredir uma funcionária”. A empresa também diz que a polícia federal foi chamada para prender e escoltar a mulher depois que ela desembarcou.

No mesmo comunicado, a empresa disse que a mulher apresentou comportamento “inadequado” e foi encaminhada ao hospital para avaliação psiquiátrica.

Leia a nota na íntegra:

A Polícia Federal prendeu em flagrante na tarde de hoje uma passageira por agredir verbalmente passageiros e verbal e fisicamente uma tripulante. As agressões ocorreram quando o avião, que tinha por destino o aeródromo de Congonhas/SP, ainda taxiava na pista do aeroporto Internacional de Belo Horizonte.

Os procedimentos de decolagem foram abortados e a embarcação retornou ao “finger”, por determinação do comandante. Em cumprimento às atribuições constitucionais, a Polícia Federal, competente para atuar em crimes a bordo de aeronaves, deteve a agressora.

Ela demonstrou comportamento inadequado e foi encaminhada preliminarmente a uma instituição hospitalar para avaliação psiquiátrica. Posteriormente deverá ser encaminhada à Superintendência da PF em Belo Horizonte para os procedimentos devidos.

A conduzida poderá responder por crime contra a honra, pelas ofensas perpetradas e por lesão corporal, em virtude de haver desferido um “chute” contra a comissária ofendida.