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Perito explica morte de menina de 6 anos: queda de 3 segundos, impacto de meia tonelada

Rafaella Lozzardo Silva, de apenas seis anos, morreu no sábado ao cair do 12º andar do prédio onde ficava o apartamento do pai. A menina foi deixada sozinha na casa da família em Praia Grande, no litoral de São Paulo.

Com o apoio da Polícia Científica, a polícia está investigando a causa da morte da criança. O relatório não foi divulgado pela equipe responsável pelo caso. O portal de notícias G1 conversou com um perito forense que explicou algumas das questões que precisam ser analisadas para a queda da menina e a localização do corpo.

Queda da menina de seis anos resultou em sua morte

O especialista forense Eduardo Llanos calculou a queda da menina com base na altura e nos padrões dos apartamentos do prédio. Ele contou no 12º andar, a 30 metros da garagem onde a criança caiu. Além disso, ele destacou que a menina pesava cerca de 20 kg.

apartamento da menina de 6 anos que caiu do 12 andar nao tinha rede de protecao
Apartamento não tinha rede de proteção e menina de 6 anos caiu do 12° andar (Foto: Reprodução/g1)

Concluiu, portanto, que entre a varanda do apartamento e o ponto de impacto, o tempo de queda livre foi de 2,47 segundos, chegando a 90 km/h e atingindo 668 kg.

Especialistas também disseram que o processo de análise deve começar com a propriedade onde a menina caiu, para determinar se as medidas de segurança necessárias foram tomadas para permitir que uma criança de 6 anos fique sem supervisão de um adulto. Também deve ser verificada a dificuldade de aplicação de fechaduras que devem estar presentes em portas de acesso a corredores, janelas e varandas.

“[É preciso] determinar se o local apresentava a segurança necessária para uma criança de 6 anos permanecer sem a presença de um adulto. Se verifica a força e dificuldade necessária aplicada nas [eventuais] fechaduras das portas de acesso ao corredor, janelas e sacada.”

O perito forense ainda explicou que é necessário verificar se tinha algum objeto que facilitou a subida da menina no ‘parapeito’ da sacada: “Normalmente os moradores colocam nas sacadas objetos como sofás, cadeiras ou vasos de plantas que facilitam a driblar o parapeito permitindo a queda.”

Eduardo comenta que ao efetuar o estudo do corpo da criança no Instituto Médico Legal (IML), “o Médico Legista deve identificar a quantidade e o tipo de lesões existentes no corpo da menor, as quais posteriormente precisam ser confrontadas com a dinâmica da queda, permitindo justificar cada uma delas.”